História do ciclismo de Pista

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História do ciclismo de Pista

Acima de tudo, o ciclismo de pista é a modalidade mais veloz dentre as categorias que compõem as provas de ciclismo. As primeiras competições oficiais em pista coberta, os Velódromos, aconteceram na Inglaterra próximo ao ano de 1870, e desde aquela época já eram acompanhadas por um grande público.

O que é ciclismo de pista?

Entretanto, só em 1885 aconteceu o 1º Campeonato Mundial, em Colônia, na Alemanha. Porém, logo no ano seguinte, a categoria foi uma das nove modalidades dos primeiros Jogos Olímpicos Modernos, ocorridos em Atenas, na Grécia. Desde então, o esporte evolui e incorporou novos materiais e tecnologias. Entretanto, não só as bikes foram melhoradas. As roupas e equipamentos de segurança também. Como resultado, conquistou uma legião de fãs e praticantes mundo afora.

As bikes e o esporte


As bikes do ciclismo de pista não têm freios, nem marchas, mas os capacetes ganham novas linhas e desenhos a cada ano. E estas inovações não são à toa. Elas privilegiam, acima de tudo, a aerodinâmica, pois em provas de velocidade, como as de pista, cada segundo é fundamental.

A popularidade do ciclismo de pista se consolidou rapidamente e, como resultado, esteve presente em todas as Olimpíadas, com exceção de Estocolmo-1912. Mas, infelizmente, por conta dos paradigmas e pensamentos antiquados, somente em 1988, em Seul, as mulheres competiram em Jogos Olímpicos pela 1ª vez, na prova Sprint 200m. 

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Os atletas profissionais de ciclismo de pista têm muita força física, mas, também, mais massa muscular que atletas de outras modalidades, como os de estrada, por exemplo. O ciclismo de pista é abrangente, portanto, as provas se dividem em 3 categorias: Velocidade, Resistência e Evento Combinado.


Conheça algumas provas de velocidade que marcam a historia do ciclismo de pista Sprint Individual. É a prova mais rápida dentro do ciclismo de pista. Em outras palavras, é uma das mais emocionantes. Os ciclistas dão três voltas na pista, mas só a última é cronometrada. E é comum os atletas deixarem o adversário assumir a liderança antes de iniciarem o sprint final.

Sprint por Equipe

Na mesma linha do Individual, o Sprint por Equipe é igualmente veloz, mas com equipes de três atletas, no masculino, e duas atletas, no feminino, que completam três voltas na pista. A característica da prova é as duas equipes largarem em lados opostos e com os atletas se revezando na dianteira a cada volta. Em suma, o time vencedor é aquele que soma o menor tempo na combinação das voltas dos atletas.

Quilômetro (500m para mulheres)

Aqui, dois atletas competem entre si em um percurso de 1km. Quem fizer o menor o tempo é o vencedor.

Keirin


Prova disputada simultaneamente por seis atletas, que perseguem uma motocicleta que chega até 50km/h antes de sair da pista e decretar o início da corrida. E, a
partir deste momento, vence o atleta que cruzar primeiro a linha de chegada.

Perseguição Individual

Esta prova começa com dois atletas em lados opostos da pista. Entretanto, caso um ultrapasse o outro, a prova acaba. Se isso não acontecer, vence o atleta que completar 4km primeiro, no caso dos homens, e 3km, no caso das mulheres.

Perseguição por Equipes


Tem a mesma dinâmica da prova individual, mas acontece com duas equipes de 4 atletas cada.


Corrida por Pontos

Em primeiro lugar, a versatilidade é a chave para os vencedores desta prova. Afinal, o percurso é relativamente longo – de 40km para homens e 25km para mulheres -, mas os sprints também garantem pontuação aos atletas mais velozes. Estes sprints acontecem a cada 10 voltas, em uma pista de 250m, e distribuem pontos aos quatro primeiros colocados. E, além disso, se um atleta der uma volta em algum adversário, ganha 20 pontos, e o ultrapassado perde 20 pontos. Em resumo, vence o atleta que somar o maior número de pontos ao término do percurso.

Madison

Prova que se desenvolve semelhante à Corrida por Pontos, entretanto, é disputada por duplas. Os sprints durante a prova acontecem a cada 10 voltas, mas com os companheiros de equipe se revezando. Aqui, se uma equipe ultrapassar a outra, ganha 20 pontos, enquanto a superada perde 20 pontos. A equipe que vence o sprint final tem pontuação dobrada.

Scratch

Prova que envolve o maior número de atletas na pista, somando 24 no total. Com percurso de 15km para homens e 10km para mulheres, vence a prova o atleta que cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.

Prova Combinada Omnium

Esta categoria é disputada em dois dias e premia quem for mais rápido em seis provas distintas. São elas: Perseguição Individual, onde dois atletas competem pelo
melhor tempo, mas em uma disputa de 4km para homens e 3km para mulheres;
Contra-relógio, com tomadas de tempo individuais, porém em percursos de 1km
para homens e 500m para mulheres; Eliminação, onde dois atletas disputam o
melhor tempo em duas voltas até o vencedor; Flying Lap, que tem largada em
movimento e cada atleta dá uma volta sozinho na pista em busca do melhor tempo;
Scratch, onde vários competidores largam ao mesmo tempo e quem cruzar a linha
de chegada primeiro, ganha; e a Corrida de Pontos, onde vence quem somar mais
pontos nos sprints durante a prova ou em ultrapassagens pelos demais
adversários.

Lenda brasileira do esporte

Certamente, o maior brasileiro do ciclismo de pista é Anésio Argenton. Nascido em Boa Esperança do Sul (SP), ele iniciou a carreira e, posteriormente, ganhou destaque em Araraquara, também interior paulista. Anésio faleceu em 2011, mas seus feitos, por enquanto, estão longe de serem superados por atletas brasileiros.

Anésio foi 5º lugar na prova de velocidade e 6º lugar na prova de 1km contra-relógio nas Olimpíadas de Roma, Itália, em 1960; 9º lugar na prova de velocidade nas Olimpíadas de Melbourne, Austrália, em 1956; Ouro na prova de 1km contra-relógio nos Jogos Pan-americanos de Chicago (EUA), em 1959; e Bronze na prova de 1km contra-relógio nos Jogos Pan-americanos de São Paulo, em 1963; além disso, tem inúmeras conquistas Sul-americanas e Brasileiras.

Em resumo, Argenton é um dos maiores nomes do esporte do Brasil, e foi considerado um dos 100 maiores atletas do século passado pela Revista Época, em edição especial realizada antes das Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

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Redação

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